Nosso modelo de Fluxo de Caixa Descontado (DCF) é projetado para ser robusto e consistente, adaptando-se às características de diferentes setores. Abaixo, detalham-se cada etapa do cálculo.
Parâmetros Padrão do Modelo:
- Horizonte de Projeção Explícita: 3 anos
- Período para Média Histórica: 5 anos
- Taxa de Crescimento na Perpetuidade: 5,0%
Passo 1: Determinação do Fluxo de Caixa Base
Este é o ponto de partida para as projeções. A metodologia varia conforme o tipo de empresa e a disponibilidade de receita.
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Para empresas com Receita Líquida > 0:
- Não-Financeiras: O fluxo base é a Receita Líquida Anual mais recente multiplicada pela Média da Margem FCFE dos últimos 5 anos. A margem é calculada de forma robusta como `SOMA(FCFE) / SOMA(Receita)` no período, evitando distorções.
- Financeiras: O fluxo base é a Receita Líquida Anual mais recente multiplicada pela Média da Margem Líquida dos últimos 5 anos. A margem também é calculada como `SOMA(Lucro Líquido) / SOMA(Receita)`.
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Para empresas com Receita Líquida = 0 (Holdings, etc.):
- Não-Financeiras: O fluxo base é a Média do FCFE Anual dos últimos 5 anos.
- Financeiras: O fluxo base é a Média do Lucro Líquido Anual dos últimos 5 anos.
Em ambos os casos, o fluxo base já é um fluxo de equity (FCFE para não-financeiras, Lucro Líquido para financeiras) — não o Fluxo de Caixa Livre para a Firma (FCFF), que soma também o que pertence a credores.
Passo 2: Projeção da Taxa de Crescimento Futuro
A taxa de crescimento fundamental é calculada com base na capacidade da empresa de reinvestir seus lucros de forma eficiente.
- Para empresas Não-Financeiras, a taxa é baseada na eficiência com que reinvestem no próprio negócio (média do Reinvestimento dividida pela média do Capital Investido nos últimos 5 anos).
- Para empresas Financeiras, a taxa é baseada no retorno que geram sobre o capital dos acionistas (média dos Lucros Retidos dividida pela média do Patrimônio Líquido nos últimos 5 anos).
Passo 3: Projeção dos Fluxos de Caixa Futuros
O Fluxo de Caixa Base é projetado para os próximos 3 anos usando a Taxa de Crescimento Futuro calculada no passo anterior.
Passo 4: Cálculo da Taxa de Desconto
A taxa utilizada para trazer os fluxos de caixa futuros a valor presente é a Taxa de Retorno Mínima Exigida, calculada somando-se dois componentes de risco:
- Taxa Livre de Risco: Baseada no juro real de um título do Tesouro IPCA+ de longo prazo.
- Prêmio de Risco (Equity Risk Premium): Calculado dinamicamente para o mercado de ações brasileiro.
Passo 5: Valor Terminal e Desconto a Valor Presente
Calculamos um "Valor Terminal" para estimar todos os fluxos de caixa após o 3º ano, usando o Modelo de Gordon com a Taxa de Crescimento na Perpetuidade. Todos os fluxos de caixa projetados (dos 3 anos iniciais e o valor terminal) são trazidos a valor presente usando a Taxa de Retorno Mínima Exigida.
Passo 6: Cálculo do Valuation Final
Como o fluxo de caixa base do Passo 1 já é um fluxo de equity (FCFE ou Lucro Líquido, conforme o setor), descontá-lo pela Taxa de Retorno Mínima Exigida (o custo de capital próprio) já resulta diretamente no valor que pertence aos acionistas — sem necessidade de nenhuma etapa adicional de subtração de dívida.
Valor para o Acionista = Soma dos Fluxos de Equity Descontados + Valor Terminal Descontado
Passo 7: Preço-Alvo e Margem de Segurança
O valuation final é dividido pela quantidade total de ações para encontrar o preço-alvo por ação, que é então ajustado pelo `Tag Along` para refletir os direitos do acionista minoritário.
Preço Alvo = (Valor para o Acionista / Quantidade de Ações) * Tag Along